Nelson Teich é anunciado como novo ministro da Saúde

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O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) confirmou hoje (16/4), durante pronunciamento, a escolha do oncologista Nelson Teich para substituir Luiz Henrique Mandetta, demitido agora há pouco do Ministério da Saúde.

No discurso, o presidente revelou que um dos pontos principais de sua conversa com Teich foi a preocupação em retomar o comércio e as atividades nas cidades, para evitar o desemprego em massa e aumentar a renda das famílias.

“O que conversei com o oncologista dr. Nelson foi fazer com que ele entendesse a situação como um todo, sem apontar a manutenção da vida, sem esquecer que tínhamos outros problemas ao lado disso, que é o desemprego. Junto com o vírus, veio uma máquina de moer emprego. As pessoas mais humildes começaram a sentir primeiro. Não poderíamos prejudicar os mais necessitados. Não tem como ficar em casa por muito tempo sem buscar alimento”, disse Bolsonaro.

No pronunciamento, em que novamente atacou prefeitos e governadores por aplicarem medidas de isolamento social das quais discorda, Bolsonaro afirmou que o governo federal não dará conta por muito tempo de pagar auxílio emergencial aos trabalhadores informais que teve início na semana passada.

“O governo não tem como manter o auxilio emergencial ou outras ações por muito tempo. Já se gastou R$ 600 bilhões e podemos chegar a R$ 1 trilhão. A vida não tem preço, mas a economia, o emprego tem que voltar a normalidade, não o mais rápido possível, mas tem que se flexibilizar para que não venhamos a sofrer mais com isso”, disse ele.

Os primeiros que sofreram foram os informais. Os empregos de carteira assinada, como temos conversado com toda sociedade, estão sendo destruídos. Se chegar a um nível tal, a volta da normalidade, além de demorar muito, outros problemas aparecerão. Nos preocupamos para que a volta a normalidade chege o mais breve possível. Antes de outras providêmcias, tomamos varias medidas, o auxílio emergencial, o mais importante. O governo não abandonou em momento nenhum os mais necessitados.

Ao lado do presidente, Teich agradeceu pela oportunidade e garantiu não haverá nenhuma determinação “brusca” sobre as políticas de isolamento social, defendida por órgãos de saúde internacional como como cruciais para o combate ao novo coronavírus.

A exoneração de Mandetta, segundo Bolsonaro, deve sair nas próximas horas e foi decidida “em comum acordo”, após uma reunião de aproximadamente meia hora entre ambos.

“Foi uma conversa bastante produtiva, muito cordial. Ele [Mandetta] se prontificou a participar de uma transição o mais tranquila possível. Em comum acordo, apesar de esse não ser o termo técnico, eu o exonero do ministério nas próximas horas. Foi um divórcio consensual”, disse o presidente.

Fonte: Portal Uol (https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2020/04/16/bolsonaro-confirma-escolha-de-nelson-teich-para-ministerio-da-saude.htm)

Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

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