Expectativas e frustrações dos pacientes na balança – Parte 6

Saiba como construir uma relação de confiança com os pacientes sem frustrar expectativas e conheça estratégias de profissionais que tentam consolidar a relação médico-paciente de forma eficaz

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O que fazer quando um paciente deposita suas expectativas em resultados irreais ou incertos? No dia a dia dos consultórios, esse é um desafio que precisa ser superado para que a relação médico-paciente não seja afetada de forma negativa. Nesse cenário, construir uma relação de confiança em cada consulta e deixar claro todos os desfechos que podem ser alcançados pode colaborar para a prevenção desses problemas.

Porém, diariamente, cada profissional lida de maneira distinta com seus pacientes. Por isso, conversamos com médicos de diferentes especialidades para entender as melhores formas de lidar com alguns desses casos e preparamos uma série especial dividida em 6 partes que será divulgado ao longo da semana (22 a 27 de junho). Acompanhe a seguir a parte 6:

Família envolvida

Na Pediatria, assim como na Obstetrícia, os médicos precisam lidar com mais pessoas além do paciente e, como há crianças envolvidas, a preocupação pode se manifestar de maneira ainda mais intensa. De acordo com a pediatra Martina Cattaccini, atuante nas áreas de Pediatria Integrativa, Alergia e Imunologia, o médico nunca terá pleno controle da expectativa dos pais. “A única forma de não depositarmos nossa confiança em tratamentos infalíveis é que o paciente compreenda o que acontece com ele. Quando todos os processos são bem explicados, o paciente cria menos expectativas inatingíveis”, defende.

Além disso, a especialista afirma ser fundamental manter um canal de comunicação aberto, via telefone ou por e-mail, para eventuais dúvidas que apareçam após a consulta. “Isso porque nem sempre o paciente tem a capacidade de compreender toda a explicação quando está sentado em frente ao médico. Se não há a possibilidade de esclarecer possíveis dúvidas posteriormente ao atendimento, temos um espaço aberto para insatisfação. Sendo assim, o profissional não controla os anseios da família, mas pode trabalhar para que sejam amenizados”, acredita.

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O fato de crianças não conseguirem expressar corretamente seus sentimentos, sua dor e suas queixas faz com que o bom relacionamento entre o pediatra e a família seja essencial. “Vivemos em um mundo de interpretação e especulações o tempo todo. Não é justo cobrar dos pais que eles compreendam seus filhos como um todo”, explica Martina. Para a médica, com bom senso e tato, é possível construir ótimas relações com as famílias. “Assim, podemos compreender melhor o contexto em que a criança está inserida e como devemos lidar a respeito de cada caso em particular”, garante.

Nessa busca por melhoria nas formas de lidar com a expectativa e as relações dentro do consultório, Martina cita a Pediatria Integrativa, que é embasada em evidências. Esse conceito é a união dos modelos terapêuticos tradicionais antigos, das Medicinas alternativas e complementares contemporâneas, com a Medicina convencional.

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“Na Medicina Integrativa, o cuidado centrado no paciente contempla a empatia clínica, a promoção da Saúde individualizada, a humanização das relações interprofissionais, a construção de evidências científicas, mudanças na educação em Saúde e busca de uma boa relação custo-efetividade. Integram-se corpo, emoções e ambiente”, explica a pediatra.

Destacando…

A pediatra Martina Cattaccini destaca quatro características necessárias no processo de comunicação entre o médico e a família da criança:

  1. Clareza;
  2. Respeito;
  3. Objetividade;
  4. Fácil acesso.

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